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porIrene Maluf

A alfabetização antecipada pode prejudicar aprendizagem dos pequenos

Alfabetizar significa compreender o funcionamento do Código Alfabético. Esse código refere-se à correspondência entre as letras do alfabeto (grafemas) e os fonemas da língua que eles representam. Corresponde a um complexo processo, que não começa exatamente nos bancos escolares, mas neles se desenvolve e solidifica. Obviamente existe uma parcela (ínfima) de crianças que se alfabetizam praticamente sozinhas, mas não é de longe uma regra, pois esse procedimento exige planejamento, estímulo a partir de competências, de habilidades individuais, e vai sendo concretizado através de trocas com o meio, de treino, de oportunidades de aprendizagem variadas.

 

Mas, recentemente, o quadro se complicou com o anúncio da terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) pelo Ministério da Educação, que antecipa para o segundo ano a alfabetização plena das crianças. A discussão é ampla, mas já se inicia por um fato prático: reduzindo o tempo final para a consolidação dessa aprendizagem, a solução será usar dos últimos anos da educação infantil para o início da alfabetização, o que já é feito por algumas escolas, especialmente as particulares. E há famílias que apoiam e até buscam esse tipo de conduta…

 

Afirmar que dessa forma aproximaríamos o rendimento das crianças do sistema público de ensino às do ensino particular não basta, até porque não se encontrou até hoje vantagem alguma em fazer uma criança se tornar um leitor precoce. Além disso, os resultados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) de 2014 apontaram que a proposta atual não está dando resultados positivos: 20% dos alunos da rede pública que frequentam o quarto ano (10 anos de idade) não sabem ler adequadamente. E os resultados das escolas particulares nem sempre são diferentes.

 

Oferecer uma boa pré-escola foi o caminho que países de educação reconhecidamente de qualidade encontraram: deixaram para o ensino fundamental o aprendizado formal da leitura e escrita, deram tempo para que neurologicamente a criança alcançasse um grau de desenvolvimento que lhe permitisse aprender sem prejuízo a outras atividades igualmente importantes para seu amadurecimento global.

 

Não foi uma decisão impensada: foi fundamentada em estudos científicos que mostram que o cérebro infantil precisa desenvolver-se durante os seis primeiros anos de vida através de atividades como brincar, exercitar-se com dinamismo, correr, experimentar coisas novas com crianças da mesma idade, ampliar a linguagem, a atenção, a memória, sensibilizando-se para o mundo das letras por meio de contato com histórias, dramatizações, músicas, artes.

 

Determinar que a consolidação da alfabetização, ou seja, que a criança seja capaz de codificar e decodificar com autonomia, atribuindo sentido a textos e escrever textos compreensíveis por outros leitores ocorra no segundo ano do ensino fundamental (aos 7 anos de idade), em todas as escolas, é um objetivo ambicioso e tangível para uma parcela de nossas crianças, mas não sem ônus para elas e para seus professores. Além disso, saber ler e escrever perfeitamente aos 7 anos não evita problemas na vida escolar e não garante o sucesso profissional futuro, nem muda o quadro da educação brasileira.

 

Estender até os 8 anos o processo de alfabetização não significa perda de tempo, pois a criança estará desenvolvendo outras múltiplas habilidades e adquirindo novos conhecimentos compatíveis com seu neurodesenvolvimento, sua cognição, capacidade psicomotriz, socioemocional, todas fundamentais para as outras aprendizagens que virão.

 

Para conferir o artigo na íntegra garanta a sua revista Psique Ciência & Vida Ed. 136 aqui!

Adaptado do texto “O ABC da controvérsia”

Fonte: Revista Psique – Por Maria Irene Maluf* | Foto: 123 Ref | Adaptação web Caroline Svitras

porIrene Maluf

“Meu filho não mente”…será?

É sem dúvida muito importante que os pais confiem nos filhos e demonstrem possuir esse sentimento em relação a eles. Afinal se os próprios familiares não depositarem sua confiança em quem criaram, então, pouca chance terão essas crianças e jovens de acreditarem em si mesmos, um dia.

É certo também, que ninguém gosta de admitir que o filho mente, e por isso é freqüente que os pais fiquem muito desapontados quando percebem que este não disse a verdade ou toda a verdade. Alguns se protegem dessa frustração dizendo que a criança é muito criativa, inventiva, cheio de imaginação. Mas admitir que o filho seja mentiroso é muito difícil, pelo menos publicamente , para a grande maioria dos pais.

Entretanto, há alguns fatos que todos os familiares devem saber para não passarem por ingênuos e nem serem usados pelos filhos em situações enganosas, nas quais a criança e o jovem sendo sua própria vítima.

Em primeiro lugar, é bom lembrar que mentir não é sempre o contrario de dizer a verdade. Mentir é distorcer propositadamente ou não os fatos, quer porque a idade cronológica não permite que a criança distinga perfeitamente a sua fantasia mental e a realidade do mundo externo, quer por que tem medo da represália paterna ou porque quer ostentar algo perante os demais .

A razão pela qual não se considera mentira o que as crianças com menos de 5 anos contam é que a imaginação infantil tem forte ligação com as emoções que a realidade desperta nela e elas reagem aos sentimentos falando coisas que nem sempre tem relação com o ocorrido. Confundem a fantasia interna com os fatos da realidade e não tem ainda controle sobre isso.

É por volta dos 6 anos, que a fantasia infantil começa a dar lugar a um pensamento mais concreto, e cada vez mais próximo do pensamento do adulto e começam a ter condições de distinguir de forma gradativa a fantasia do que é real .

Em segundo lugar, há crianças que mentem buscando compensar alguma coisa que acreditam ter a menos do que os outros. É quando inventam por exemplo que a família tem muito dinheiro, que foi o melhor da classe em tal campeonato, que tem vários irmãos e, na realidade, nada disso acontece.

Também, se a criança não teve acesso a modelos familiares bem delineados, em relação a por exemplo, falar sempre coisas que “combinam” com a realidade , ou seja, pais que não enfatizam a verdade , quer por serem muito permissivos ou até darem modelos contraditórios de comportamento, ela aprenderá que mentir não é um problema, mas uma forma alternativa de evitar enfrentar situações desagradáveis ou problemáticas.É o caso de sugerir a filho que diga ao professor que ficou doente e por isso na fez a lição quando na verdade não fez porque não quis ou foi passear, etc. Essa é a chamada de “mentira utilitária”, onde há uma vantagem a curto prazo em se enganar os outros.

Cabe aos familiares fazer com que as crianças percebam as vantagens de conquistar a sua confiança,percebam que é bom falar sempre a verdade, mostrando o quanto se é valorizado socialmente por essa atitude. Com carinho, equilíbrio ,diálogo e exemplos se ensina que dizer a verdade é o certo, e que a fantasia também tem seu lugar reservado, mas que o real não pode ser omitido. A intolerância e pouca compreensão do adulto, em pouco ajudam nesse assunto, pois castigar a criança por ter mentido não resolve a situação nem evita que ela se repita. O melhor é chamar a atenção do pequeno que mente, mas não insistir ou exagerar na importância do assunto.

Admitir que a criança pode estar mentindo e procurar ir atrás das razões desse comportamento, pode trazer grandes benefícios à sua formação e é algo que os pais não podem deixar de fazer, por mais que se sintam tentados a defender sua criança. Na verdade, protege o filho, quem o ensina a viver com a sua realidade, seus recursos e incentiva que crie novos meios de vencer as adversidades, as dificuldades, se tornando forte, coisa que a mentira não faz em idade alguma.

Irene Maluf

porIrene Maluf

Preocupações Com a Escola

Ao final do 3º bimestre de cada ano, quem tem filhos em idade escolar começa a ficar paulatinamente mais preocupado com a questão das avaliações, pois um boletim repleto de notas abaixo da média, já pode sinalizar a possibilidade real de retenção. E como ninguém deseja que o filho repita a série, todas as possibilidades cabíveis para “salvar o ano” começam a surgir nas conversas familiares. Afinal, o que fazer?Colocar a criança ou o jovem em uma série de aulas de reforço?Aumentar as exigências, diminuir as horas de lazer? Dar castigos, fazer promessas de presentes, viagens ou ameaçar de retirar tudo isso?

Apesar de todo mundo saber que esse problema pode ser evitado se a questão for administrada desde o primeiro mês de aulas, existe uma tendência para dar aos filhos o chamado “voto de confiança” ou seja, atender ao desejo da criança para gerenciar por si o resultado de seu empenho nos estudos. Como esse pedido vem normalmente acompanhado de promessas aos pais de que farão de tudo para não os decepcionar e estes, vendo tamanha demonstração daquilo que julgam ser um sinal de responsabilidade, quase sempre acreditam e cedem. De fato, em muitos casos, a criança e o adolescente não estão mentindo, ou tentando conseguir menos pressão familiar sobre seu trabalho escolar, mas convenhamos que todo adulto sabe que é preciso maturidade e autocontrole para ser conseguir seguir um planejamento a longo prazo.

Acontece que quanto mais nova a criança, mais ela precisa de modelos, de orientações, normas claras e principalmente, de permanente supervisão de seu trabalho escolar, para moldar seu comportamento e gradativamente adquirir recursos internos de organização, que lhe permitirão desempenhar a contento as exigências escolares: fazer e cumprir uma agenda diária,estudar em local e modo adequado e respeitar horários pré estabelecidos para estudo, fazer e entregar tarefas no prazo, se preparar devidamente para as provas, procurar ajuda caso precise e no momento em que surgirem dúvidas, etc.

Isso sem contar com a manutenção da motivação que depende em muito do apoio da família, dos professores, dos resultados de todo esse esforço e inclusive de maturidade do sistema nervoso. Tarefas dessa grandeza só são assimiladas depois de alguns anos de treino supervisionado e mesmo assim, mesmo quando já adolescentes, responsáveis e capazes de gerenciar sua vida acadêmica, ainda necessitam que os pais conversem rotineiramente com eles sobre essas questões, pois a multiplicidade de estimulações da atualidade representam um distrativo muito forte mesmo para os melhores alunos.

Mas o que fazer se a criança não teve esse tipo de aprendizado ao longo da sua escolaridade?Correr e achar professores particulares pode ser uma solução paliativa que trás resultados se as dificuldades forem pontuais, em um assunto ou até mesmo disciplina.

Mas se apesar dos reforços escolares e de um acompanhamento particular, as notas permanecerem baixas ou o desinteresse da criança persistir, o mais indicado é buscar ajuda com um profissional, preferencialmente um psicopedagogo, que irá buscar as causas do problema e estabelecer uma rotina de estudos mais personalizada para a criança. Um número muito grande de alunos nessa situação tem dificuldades de aprendizagem e por si mesmos não conseguirão superá-los.

Enganam-se os pais, que ao verem o filho demonstrar inteligência e competência para jogos por exemplo, pensam que se trata de preguiça e má vontade o mau desempenho da criança na escola. Crianças com dificuldades de aprendizagem respondem por um grupo enorme de causas e sintomas, que podem refletir baixa motivação, problemas emocionais, falta de conhecimentos prévios, má adaptação ao método de ensino da escola, problemas de socialização, mas todas são inteligentes e seus problemas se refletem apenas na aprendizagem formal , pelo tipo peculiar de exigência que essa promove.

Mais importante que solucionar as notas baixas no 3º bimestre, é resolver a causa desse problema, que entre outras coisas afeta a auto estima das crianças e a harmonia familiar.

Irene Maluf

porIrene Maluf

Mau comportamento infantil

Algumas variáveis determinam o comportamento de uma criança: seu temperamento, idade cronológica e seu desenvolvimento emocional, físico e cognitivo, além dos sentimentos de segurança emocional, autoimagem e, é claro, a sua história de vida.

Há a idade certa para determinados comportamentos, pois estes são a forma de comunicação com o meio ambiente, uma espécie de resposta aos estímulos recebidos e elaborados pelo sistema nervoso. A birra, por exemplo, é natural nos dois ou três primeiros anos de vida, pois a criança tem dificuldade em lidar com a frustração devido a sua imaturidade, inclusive neurológica.

Além disso, treina sua identidade e autonomia como em um jogo, que cabe ao adulto compreender e conter quando necessário. Mas com o passar do tempo, comportamentos desse tipo passam a ter outras conotações e influenciam na qualidade de vida, aprendizagem e socialização da criança.

Nos primeiros 36 meses, o temperamento infantil rege o comportamento, ou seja, há crianças por natureza mais calmas, mais acessíveis e outras que têm menor tolerância à contrariedade, mais dificuldades de adaptação a rotinas, regras, comandos. Mas a formação gradual de sua autoimagem, a percepção de valor que a criança atribui a si mesma, o ajustamento às normas familiares, as crenças incutidas pelas vivências e exemplos familiares, o amadurecimento do sistema nervoso, as novas experiências físicas, mentais e sociais vão fazer com que comece a se comportar de maneira mais equilibrada, porém ainda instável, que varia muito no quanto se sente querida, aprovada ou rejeitada.

Não se perceber amada, aceita, pertencente ao grupo familiar faz com que a forma de tentar alcançar um pouco de atenção nem sempre seja a mais conveniente. O problema é que, muitas vezes, esse sentimento dos filhos é uma surpresa para os próprios pais, que acreditam estar demonstrando seus cuidados, seu amor incondicional e sua confiança em suas crianças. Assim, crianças e adultos se baseiam em crenças errôneas para tentar obter aprovação!

Claro que há comportamentos inadequados promovidos pela impulsividade infantil, cansaço físico e mental, doença ou incapacidade de vencer a frustração, mas de modo geral podemos, a partir dos estudos de Dreikurs, entender quatro classes de objetivos errados na educação e comunicação com nossos filhos:

1) ATENÇÃO NEGATIVA

Se a criança percebe que com seu mau comportamento deixa o adulto irritado, preocupado ou culpado, ela vai se comportar sempre assim, pois consegue, de alguma maneira, a atenção (ainda que negativa) deles! E atenção é sinônimo de amor, valorização.

2) PODER NEGATIVO

É uma forma de autovalorização perigosa, pois dá margem a tentar obter o controle sobre o adulto de modo muito incerto. Em geral os conflitos gerados são duradouros e deixam marcas afetivas na criança e no relacionamento com os pais.

3) VINGANÇA INFANTIL

Promove satisfação compensatória quando a criança se sente desvalorizada. Compreender onde erramos e mostrar-lhe nossos sentimentos ajudam a vencer suas frustrações e a se comportar de outra forma. Ignorar a má conduta e sugerir novas tarefas, as quais sabe-se que a criança se sairá bem, em geral resolvem.

4) DESISTÊNCIA OU INCAPACIDADE ASSUMIDA

Desânimo e desencorajamento fazem com que a criança busque sempre o fracasso como modo de obter atenção e o expressa com comportamentos que confirmam essa crença dos pais. Portanto, valorizar-lhe o empenho e crescimento é uma forma de mudar a situação.

Nunca é demais lembrar que pais excessivamente autoritários criam filhos introvertidos, com reduzidas condições de decisão, baixa autoestima, mas também desafiadores, conflituosos, rebeldes, pois copiam a linguagem paterna.

Pais muito negligentes em relação a normas e regras criam filhos igualmente despreparados para a vida autônoma: apesar de geralmente parecerem ser independentes, eles sofrem com a sobrecarga emocional que as decisões precoces obrigam. E se comportam igualmente mal, para conseguir atenção e segurança com as respostas dos adultos.

Esse conhecimento é útil para que os familiares consigam entender que grande parte dos problemas que enfrentam com o comportamento dos filhos advém de seu próprio comportamento. É preciso aprender a lidar, ensinar e manter um ambiente de segurança emocional, harmônico, com regras e consequências claras ao seu não cumprimento.

Crianças precisam desses cuidados para desenvolver comportamentos adaptativos positivos, maturidade, responsabilidade e autocontrole. Condutas desajustadas na vida familiar e social repercutem na escola e no aproveitamento pedagógico. E podem sugerir aos leigos problemas de neurodesenvolvimento, que na verdade são apenas comportamentais.

Uma mudança na forma de perceber a mensagem embutida no comportamento infantil é a melhor maneira de avaliação, antes de qualquer outra providência.

 

Fonte: Site Revista Psique – Por Maria Irene Maluf / Adaptação Web Rachel de Brito

porIrene Maluf

Agressividade Infantil

A agressividade é um sentimento natural e comportamentos agressivos, são relativamente comuns entre as crianças de 1 a 3 anos, pois estas ainda não aprenderam a controlar seus sentimentos e reações, especialmente a frustração e a raiva que dela decorre. Entretanto, ninguém  aprende sozinho a dominar sua agressividade: é preciso que os pais e os profissionais da educação que lidam com essa faixa etária, estejam atentos, observando constantemente a maneira como os pequenos começam a se relacionar com coleguinhas e com os adultos. E também, é claro, se prepararem para interferir quando as mordidas, os arranhões e os tapas aparecerem no grupo.

Demonstrações de força física, entre crianças dessa faixa etária, são ações esperadas uma vez ou outra. Entretanto, se essa conduta está presente no dia a dia, como única forma infantil de demonstrar seus sentimentos de desagrado, raiva, ciúmes, ansiedade e até para chamar a atenção, de modo persistente e difícil de ser controlada, temos que buscar caminhos para ajudar a criança, pois algo não está bem com o seu desenvolvimento.

Na medida que o tempo passa, as conseqüências vão surgindo, como por exemplo uma grande dificuldade de lidar de maneira adequada com as outras pessoas em todos os ambientes. Sua socialização vai se tornando cada vez mais empobrecida, permeada de múltiplos problemas de relacionamento e decorrente a isso, sua autoestima fica diminuída e freqüentemente até sua escolaridade é prejudicada.

Algumas vezes, este comportamento é resultado de uma disciplina familiar excessivamente severa ou ao contrário, muito negligente; ou ainda, conseqüência da vivência diária da violência familiar. O que fazer em casa e na escola, para desde bem cedo ensinar os pequenos a demonstrar de uma forma menos violenta os seus sentimentos de desagrado?
Primeiro, quando o bebê começar a bater no rosto dos pais, lembrar-se de que isso pode parecer engraçado da primeira vez, mas que por conta dessa atitude que toda criança entende como de atenção e aprovação, ela perseverará nesse hábito agressivo e desagradável. Espera-se que o adulto ao invés de rir, diga “não” de forma firme (mas calma) e segure as suas mãozinhas, para que ela perceba o seu desagrado.

O ideal, para modificar esse habito, é tentar conter a conduta agressiva antes de começar. As crianças agem dessa forma, quando querem chamar a atenção e quando estão frustradas: portanto já se tem um indício de quando poderá iniciar esse comportamento.
Se já souber falar, é importante explicar-lhe de que tapas, mordidas e arranhões machucam as pessoas, que elas não gostam disso e vão se afastar dele. Dizer: “Dói quando você me bate ou dói quando você me morde”. Se a criança persistir, mostrar seu desagrado, colocando-a no berço ou chão se já caminhar.

Evite deixar seu filho ou aluno, machucar o amigo ou o irmão. No caso isso acontecer, separe as crianças e atenda primeiro o que foi ofendido. Isso mostra ao brigão que ele perde sua atenção quando age agressivamente. Nunca revide no lugar da vítima e nem a estimule para que o faça, pois você estará passando a idéia de que a agressividade é permitida como revide, criando um círculo vicioso. No lugar disso, quando a situação é repetitiva, eleja uma conseqüência negativa: não dar atenção por alguns minutos, sempre ensina muito mais do que gritos ou palmadas.

Mas se apesar de seus esforços, o comportamento agressivo persistir, é melhor procurar um especialista ou o recomendar aos pais, se você for o(a) professor(a) da criança.
A experiência vem mostrando, que crianças pequenas, que não são ensinadas desde cedo a conter seus ímpetos agressivos, tendem a continuar com esse comportamento ao longo da infância e da adolescência, o que as leva a serem rejeitadas pelos colegas de classe e a se juntar a grupos onde a violência é aceita como regra, gerando um problema de conduta anti-social de proporções e conseqüências negativas e muito graves.